sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Síncope

Mistura de cheiros;
Confusão de sons;
Rápidos corpos nem sempre animados;
Estaca no meio do caminho.
Ofertas para todos os gostos;
Sem sentido.
Sente-se muito.
Poluição sonora e visual;
Uréia nas narinas;
Falta de educação.
Nada faz sentido.
(O que depserta os sentidos?)
Estaca no meio do caminho.
Paladar deseja sabores,
Gosto de cerveja.
- 'Cê veja bem!
Bem vinda seja
Toda a sensação de bem estar
Onde o prazer vai e vem.
O tato,
Mero coadjuvante principal,
Crava a estaca na esquina da Rua do Hospício
Com a Conde da Boa Vista.
O poeta perdeu os sentidos.

Clayton Souza
Eu sou um fruto passado
Ignorado pelo teu olhar verde.
Clayton Souza 08.out.2009

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

ESCREVER PARA NINGUÉM
TAMBÉM EXIGE DEDICAÇÃO.


25.09.2009
00:13

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Engradado


Entre grades,
Sob a luz da lua,
Vislumbrei teu nome...


Clayton Souza
Foto: Patricia Souza
Edição/layout/idéia: Clayton

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Foto:Clayton Souza Edição:Patricia Souza


Hoje não tem postagem.
Poeta de luto por
haver descoberto a poesia morta.

Clayton

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

FIM

No começo era um tangram
Formas e tamanhos diferentes
Que com perspicácia se encaixavam
Dando beleza ao conjunto

No começo era um arco-íris
Cores em paralelo
Realçando umas as outras
Dando beleza ao conjunto

No começo era um balé
Gestos complementares
Individualmente exibidos
Dando beleza ao conjunto

Depois do começo foi um Rorschach
Mesmo com simetria
Cada ponto tournou-se um ponto
Retirando a beleza do conjunto


Clayton Souza

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Eu escrevi uns versos.
Sem métrica, sem rimas, sem nexos.
Mas eram versos.
Ou, pelo menos, eu achava que fossem versos.
Motivo de orgulho
De erguer a cabeça acima da multidão.
Quiçá uma carreira literária estava à minha espera...
Neruda, Bandeira...todos tiveram sua primeira vez
Venceram a timidez e mudaram conceitos.
Eufórico, bebi.
Acabei esquecendo onde larguei os versos que escrevi naquela noite.
Mas não importava.
Naquela noite eu havia escrito versos.
Amanhã, quando acordasse, iria procurá-los.
Naquela noite o importante era comemorar.
Enchi a cara.
Eu escrevera uns versos. Estava nascendo um poeta.
No dia seguinte, qual o quê?
Revirei papéis, rasguei cartas, queimei os rascunhos...
Quase toquei fogo na casa.
E me perdoem os leitores
Eu perdi
A porra dos versos que escrevi.

Clayton Souza
08/04/2008
Recife-PE