Mistura de cheiros;
Confusão de sons;
Rápidos corpos nem sempre animados;
Estaca no meio do caminho.
Ofertas para todos os gostos;
Sem sentido.
Sente-se muito.
Poluição sonora e visual;
Uréia nas narinas;
Falta de educação.
Nada faz sentido.
(O que depserta os sentidos?)
Estaca no meio do caminho.
Paladar deseja sabores,
Gosto de cerveja.
- 'Cê veja bem!
Bem vinda seja
Toda a sensação de bem estar
Onde o prazer vai e vem.
O tato,
Mero coadjuvante principal,
Crava a estaca na esquina da Rua do Hospício
Com a Conde da Boa Vista.
O poeta perdeu os sentidos.
Clayton Souza
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Engradado
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
FIM
No começo era um tangram
Formas e tamanhos diferentes
Que com perspicácia se encaixavam
Dando beleza ao conjunto
No começo era um arco-íris
Cores em paralelo
Realçando umas as outras
Dando beleza ao conjunto
No começo era um balé
Gestos complementares
Individualmente exibidos
Dando beleza ao conjunto
Depois do começo foi um Rorschach
Mesmo com simetria
Cada ponto tournou-se um ponto
Retirando a beleza do conjunto
Clayton Souza
No começo era um tangram
Formas e tamanhos diferentes
Que com perspicácia se encaixavam
Dando beleza ao conjunto
No começo era um arco-íris
Cores em paralelo
Realçando umas as outras
Dando beleza ao conjunto
No começo era um balé
Gestos complementares
Individualmente exibidos
Dando beleza ao conjunto
Depois do começo foi um Rorschach
Mesmo com simetria
Cada ponto tournou-se um ponto
Retirando a beleza do conjunto
Clayton Souza
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Eu escrevi uns versos.
Sem métrica, sem rimas, sem nexos.
Mas eram versos.
Ou, pelo menos, eu achava que fossem versos.
Motivo de orgulho
De erguer a cabeça acima da multidão.
Quiçá uma carreira literária estava à minha espera...
Neruda, Bandeira...todos tiveram sua primeira vez
Venceram a timidez e mudaram conceitos.
Eufórico, bebi.
Acabei esquecendo onde larguei os versos que escrevi naquela noite.
Mas não importava.
Naquela noite eu havia escrito versos.
Amanhã, quando acordasse, iria procurá-los.
Naquela noite o importante era comemorar.
Enchi a cara.
Eu escrevera uns versos. Estava nascendo um poeta.
No dia seguinte, qual o quê?
Revirei papéis, rasguei cartas, queimei os rascunhos...
Quase toquei fogo na casa.
E me perdoem os leitores
Eu perdi
A porra dos versos que escrevi.
Clayton Souza
08/04/2008
Recife-PE
Sem métrica, sem rimas, sem nexos.
Mas eram versos.
Ou, pelo menos, eu achava que fossem versos.
Motivo de orgulho
De erguer a cabeça acima da multidão.
Quiçá uma carreira literária estava à minha espera...
Neruda, Bandeira...todos tiveram sua primeira vez
Venceram a timidez e mudaram conceitos.
Eufórico, bebi.
Acabei esquecendo onde larguei os versos que escrevi naquela noite.
Mas não importava.
Naquela noite eu havia escrito versos.
Amanhã, quando acordasse, iria procurá-los.
Naquela noite o importante era comemorar.
Enchi a cara.
Eu escrevera uns versos. Estava nascendo um poeta.
No dia seguinte, qual o quê?
Revirei papéis, rasguei cartas, queimei os rascunhos...
Quase toquei fogo na casa.
E me perdoem os leitores
Eu perdi
A porra dos versos que escrevi.
Clayton Souza
08/04/2008
Recife-PE
Assinar:
Postagens (Atom)