quinta-feira, 10 de janeiro de 2013



"O poder da beleza transforma a honestidade em meretriz
mais depressa do que a força da honestidade faz a beleza se assemelhar a ela."

William Shakespeare

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Mas o que saber do amor se não se atirar neste abismo indefinido? Mesmo que te leve a queda, valerá a sensação de liberdade,
O prazer do vento batendo no rosto,
A ilusão de que se pode voar.


Clayton Souza

sexta-feira, 13 de julho de 2012

"Quando as aves falam com as pedras e as rãs com as águas - é de poesia que estão falando."

Manoel de Barros

sábado, 5 de maio de 2012

Acuado pelo tempo
O escritor tenta se defender como um soldado
E as balas disparadas a esmo
Atingem a cabeça de quem atirou.

Clayton Souza

sexta-feira, 4 de maio de 2012

A triste arte de escrever para ninguém.
(e ainda ter a coragem de postar uma foto)

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012






Gostaria de escrever algo otimista.



Que tal: Lágrimas de alegria?




Imegem retirada da internet

terça-feira, 1 de novembro de 2011

ARTISTA DA SEMANA:






Andréia Dias

Lançou-se como artista solo em 2007 com Andréia Dias Vol. 1, que foi considerado um dos melhores disco do ano.
Andréia inventou um jeito bem particular de fazer música: despudorado, mas sem ser vulgar. Ela é o próprio anti-clichê. Evitando comparações, podemos dizer que ela é um misto de Lupicínio Rodrigues e Ângela Rorô.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

SEM TEMPO.
SEM TERÇO.

SEM TEXTO.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

ARTISTA DA SEMANA:




SÉRGIO SAMPAIO
Cantor e compositor brasileiro.
Suas composições vão do samba e choro ao rock e ao blues.
Junto com Raul Seixas lançou Sociedade da Grã-Ordem Kavernista apresenta Sessão das dez (1971).
Gravou quatro discos, mas possui uma grande quantidade de composições.
Segundo Lenine, Sampio foi um nome marginalizado como um dos "malditos" da músuca popular brasileira.





quinta-feira, 28 de julho de 2011

Eu estou conectado com o mundo!
E não sei o nome do meu vizinho.
Estou me comunicando em tempo real com outros países,
Mas não posso dar um abraço no meu amigo.
Bem, temos que ver o lado positivo das coisas.
Mesmo assim, encontro mais pontos negativos.
O solitário da era digital, agora, pode informar isso ao mundo.
Só não sei a quem vai interessar.
E assim vamos convivendo, Dona Internet.
Você se fazendo de ouvido para o meu grito silencioso.
O dinamismo da evolução,
humana e digital,
Não pode ser interrompido.

Clayton
28.07.2011

sexta-feira, 27 de maio de 2011

DIZ A LENDA

Diz a lenda que existiu um lugar
Onde os sonhos eram compatrilhados
E a realidade não era tão cética.
Nesse lugar haviam gatos escarlates
Com seus pulsos pulsantes que
Preferiam um jantar nefasto a um doce despertar.
O Louco corria à caça da sonsa donzela
Que buscava alforria...e vice-versa.

Diz a lenda muito mais.
Mas histórias acabam.
Fim.

terça-feira, 6 de julho de 2010

A boca aberta
Exibia o último sorriso.
- Partiu dessa pra melhor.

E o novo sinal na face
Servia de tatuagem
Para corroboração
Do derradeiro atestado.

A noite segue fresca
E o cadáver também.

Clayton
abr.2010

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Começa novamente a devoção:
ESCREVER PARA NINGUÉM.
Olhos espremidos na parca faixa de luz.
O tronco curvado,
A mão cansada,
O tronco pesado.
Escrever para que?
O pensamento já está confuso,
O peito já foi gasto,
Certeza do ato insensato.
E o silêncio compondo a trilha sonora.
Desiste, solitário companheiro.
Tua voz já está rouca,
Tua orelha está mouca,
Tua mão não tem mais tato.
Terminou o atocontato entre tinta e substrato.
Ausência de um parto.
Agora, de fato,
Acabou-se o extrato.

Clayton
Recife, fev. 2010.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Diz. Dizia. Dirá?

Dizalenda que havíamos. Em uma terra distante e utópica, um universo paralelo onde a música com conteúdo tem importância, gritávamos nossos be-a-bás musicoliterários a ouvidos poucos.

Dizalenda que resistiríamos. Que de dentro daquilo tudo, transbordava a espuma densa e imprecisa da poesia. Que todas as florestas negras, com seus sons horripilantes, dispersariam uma névoa de dúvida, para confundir os olhos daqueles mais desavisados. Que haveria deglutição do som, digestão das letras e assimilação dos "musicocerebronutrientes".


Dizalenda que resistiremos.

domingo, 22 de novembro de 2009

Ah, tá!
Não sei o que faz diferença
Quando se está acordado
Nas madrugadas secas e solitárias.
Os lábios prendem o riso,
Por não acreditar em outra coisa.
Comédia sem graça.
Humor negro.
Eu sou filho do preconceito.

Dizalenda

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Síncope

Mistura de cheiros;
Confusão de sons;
Rápidos corpos nem sempre animados;
Estaca no meio do caminho.
Ofertas para todos os gostos;
Sem sentido.
Sente-se muito.
Poluição sonora e visual;
Uréia nas narinas;
Falta de educação.
Nada faz sentido.
(O que depserta os sentidos?)
Estaca no meio do caminho.
Paladar deseja sabores,
Gosto de cerveja.
- 'Cê veja bem!
Bem vinda seja
Toda a sensação de bem estar
Onde o prazer vai e vem.
O tato,
Mero coadjuvante principal,
Crava a estaca na esquina da Rua do Hospício
Com a Conde da Boa Vista.
O poeta perdeu os sentidos.

Clayton Souza