sexta-feira, 17 de abril de 2009

Torrente

Pingos de amor
Escorrem vida a dentro
O tempo goteja na ampulheta
Vazante de lágrimas
Dos olhos já não mais serenos
Já não mais seremos
O transbordo úmido
Escape translúcido
Imperceptível
Gotas de dor
Gostas de nada
Gastas saliva
Cortas os pulsos
Patrícia Alves
Foto: homônima

"Quando se deseja escrever, escreve-se.
A única maneira de aprender a escrever é escrevendo.
Porque é assim que se faz.
Porque não existe outra maneira. Nenhuma outra maneira.
Diligência compulsiva é quase suficiente. Mas não basta. É preciso
ter gosto pelas palavras. Gula. É preciso querer rolar nelas. É preciso
ler milhões delas escritas por outras pessoas.
Lê-se tudo com grande inveja ou fatigado desdém."
JOHN D. MACDONALD
Foto: Clayton Souza

quinta-feira, 16 de abril de 2009


Um blog, as vezes, é como um brinquedo novo.
No início torna-se o predileto, o mais querido, o mais brincado
.
Com o sério passar do tempo
Ele vai se tornando menos lembrado;
Vai deixando de ser o foco das atenções.
Pois é.
Para que ter um blog que ninguém lê?
E o pior:
Ninguém escreve.
Assim, como os nossos escritos,
O inclemente provedor tempo vai brincando com o blog...
Até a chegada de um novo brinquedo.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Na tarde cinzenta
Notas musicais amareladas
Pelo tédio encarnado

Olinda, 03.02.2009
Clayton Souza

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

OTIMISMO

...e as dores estão cessando.
Duas mil e oito dores irão parar de atormentar
daqui há alguns dias.
Espero, com as forças restantes da esperança,
que não me iniciem
duas mil e nove novas.

Clayton Souza

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

"Quanto mais nos elevamos, menores parecemos aos olhos daqueles que não sabem voar."
Nietzsche

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

É impressionante como no Brasil apenas algumas profissões dão status. E o que é pior: as pessoas abdicam completamente de suas vocações para tentarem fazer parte de uma minoria opressora e esnobe. Uma pesquisa realizada pela Comissão de Ensino Jurídico do Conselho Federal da OAB no ano de 2006, revelou que em nosso país existiam, até a data da pesquisa, UMA MIL E TRÊS faculdades de cursos de Direito em funcionamento.
Somente no estado de São Paulo o número de cursos em atividades (no ano de 2006) era de duzentos e vinte e dois. Se você não tem idéia se esse número é alto ou não, em todos os Estados Unidos, que têm uma população com mais de cem milhões de habitantes acima da população brasileira, a quantidade de escolas de direito é de duzentas e cinco. Ou seja, um único estado tupiniquim tem mais cursos de direito do que a nação mais influente do mundo.
Então, como explicar o alto número de formandos em direito num país de terceiro mundo? Simples. A oportunidade de tornar-se um ser privilegiado, recebendo um salário bem mais elevado que o das demais profissões e ainda cercado de regalias e imunidades.
Falo isso porque é absurda a falta de censo da maior parte das pessoas, que acham que só poderão ter oportunidades de sucesso profissional ao se tornarem bacharéis em direito. Esse fato se deve também a legislação caduca e parcial existente no Brasil. Ela permite a juízes, promotores, desembargadores e delegados, dentre outros, enormes privilégios e, em muitos casos, a impunidade. Você sabia que a pena máxima aplicada a um juiz de direito é a aposentadoria compulsória, dependendo do tipo de erro que ele tenha cometido?
Mas por que falar sobre essas coisas? A voz do povo é a voz de Deus. Se Calypso faz mas sucesso que Chico César, é óbvio que é melhor. Deixemos essas divagações para lá; chega de agir errado. Façamos direito.