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Eu estou conectado com o mundo!
E não sei o nome do meu vizinho.
Estou me comunicando em tempo real com outros países,
Mas não posso dar um abraço no meu amigo.
Bem, temos que ver o lado positivo das coisas.
Mesmo assim, encontro mais pontos negativos.
O solitário da era digital, agora, pode informar isso ao mundo.
Só não sei a quem vai interessar.
E assim vamos convivendo, Dona Internet.
Você se fazendo de ouvido para o meu grito silencioso.
O dinamismo da evolução,
humana e digital,
Não pode ser interrompido.
Clayton28.07.2011
Diz a lenda que existiu um lugarOnde os sonhos eram compatrilhadosE a realidade não era tão cética.Nesse lugar haviam gatos escarlatesCom seus pulsos pulsantes quePreferiam um jantar nefasto a um doce despertar.O Louco corria à caça da sonsa donzelaQue buscava alforria...e vice-versa.Diz a lenda muito mais.Mas histórias acabam.Fim.
A boca abertaExibia o último sorriso.- Partiu dessa pra melhor.E o novo sinal na faceServia de tatuagemPara corroboraçãoDo derradeiro atestado.A noite segue frescaE o cadáver também.Claytonabr.2010
Começa novamente a devoção:ESCREVER PARA NINGUÉM.Olhos espremidos na parca faixa de luz.O tronco curvado,A mão cansada,O tronco pesado.Escrever para que?O pensamento já está confuso,O peito já foi gasto,Certeza do ato insensato.E o silêncio compondo a trilha sonora.Desiste, solitário companheiro.Tua voz já está rouca,Tua orelha está mouca,Tua mão não tem mais tato.Terminou o atocontato entre tinta e substrato.Ausência de um parto.Agora, de fato,Acabou-se o extrato.ClaytonRecife, fev. 2010.