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Dizalenda que havíamos. Em uma terra distante e utópica, um universo paralelo onde a música com conteúdo tem importância, gritávamos nossos be-a-bás musicoliterários a ouvidos poucos.Dizalenda que resistiríamos. Que de dentro daquilo tudo, transbordava a espuma densa e imprecisa da poesia. Que todas as florestas negras, com seus sons horripilantes, dispersariam uma névoa de dúvida, para confundir os olhos daqueles mais desavisados. Que haveria deglutição do som, digestão das letras e assimilação dos "musicocerebronutrientes".Dizalenda que resistiremos.
Ah, tá!Não sei o que faz diferença Quando se está acordadoNas madrugadas secas e solitárias.Os lábios prendem o riso,Por não acreditar em outra coisa.Comédia sem graça.Humor negro.Eu sou filho do preconceito.Dizalenda
Mistura de cheiros;Confusão de sons;Rápidos corpos nem sempre animados;Estaca no meio do caminho.Ofertas para todos os gostos;Sem sentido.Sente-se muito.Poluição sonora e visual;Uréia nas narinas;Falta de educação.Nada faz sentido.(O que depserta os sentidos?)Estaca no meio do caminho.Paladar deseja sabores,Gosto de cerveja.- 'Cê veja bem!Bem vinda sejaToda a sensação de bem estarOnde o prazer vai e vem.O tato,Mero coadjuvante principal,Crava a estaca na esquina da Rua do HospícioCom a Conde da Boa Vista.O poeta perdeu os sentidos.Clayton Souza
Eu sou um fruto passadoIgnorado pelo teu olhar verde.Clayton Souza 08.out.2009