terça-feira, 8 de julho de 2008

Sobre morcegos, plágios e idéias

Torres vazias e morcegos
Portas abertas e exus
Sinos cantando e tristeza
Cadeados e ferrugem...

Evolução indesejada
Viagem incerta...
Nave sombria...
Caminho em direção a ela, sorrio e pergunto: chegou?
(Mery Lemos) outubro de 2005

...sobre morcegos e plágios

Decerto que havia
Do jeito que fosse
Morcegos na torre
Gritando seus dedos
Demônios e medos
De um jeito tão doce
E almas amenas
Perfumes em vida
De certo tesouros
Tesouras descrentes
De fio duvidoso
De altas antenas
No mar ruidoso
De alvenarias

Decerto que havia
Tijolo sobre tijolo
Telhados e arcebispos
Abençoando e excomungando
Todos os pontos cardeais.
(Juliano Holanda)

segunda-feira, 7 de julho de 2008

PREdifícil

Não me importo se estamos atrasados 50 anos em relação a Tóquio, quem define atraso ou vanguarda? Quem cria escolas e asseclas?

Letrados? Acadêmicos? que de tanto ler e não sentir, misturam-se às pálidas folhas de seus livros.

P.H. Quem?
Quem perguntou?
Degustemo-nos!

Lambuzemo-nos em idéias, suor, cachaça...
e quem sabe no suspiro pequeno dos dias, as respostas.

Mery Lemos

Apresento a Ação

Diz a lenda que para se entrar na mata sem levar uma surra da comadre fulorzinha tem-se que agradá-la com presentes. As oferendas, no entanto são as mais variadas possíveis e entre elas, aguardente, fumo-de-rolo e pimenta. Se formos observar o peji ou mesmo um despacho desses que amanhecem nas encruzilhadas, veremos uma variedade de coisas que são orferecidas ao "Santo" para que as graças desejadas sejam alcançadas.

A lenda também diz que é possível tirar leite de pedra ou que alguns alquimistas conseguiriam encontrar a pedra filosofal, com a qual transformavam qualquer minério em ouro.

Assim, o livro "Poesia a quem interessar Prosa", nos mostra como mesclar muita poesia existencialista, Haikai´s e versos decassílabos num ritmo que inspira melodiosas notas musicais ainda inexistentes.

O bom-bocado abocanhado em uma só mordida é assim recomendado para quem quiser se alimentar de vários nutrientes exóticos, para quem quiser experimentar sabores diferentes que se complementam, enfim para quem quiser fugir do trivial.

Ester de Lemos, Juliano Holanda, Rômulo Alves, Mery Lemos, Clayton Souza, Patrícia Alves e Antônio Silva estão todos prosa e nos convidam para um novo e nutritivo banquete poético. Mas não abusemos da azeitona, diz a lenda.

Poeta FRANÇA

(Nosso saudoso amigo fazendo-nos as honras na apresentação do nosso livro: "Poesia a quem interessar Prosa" / 2007)

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Estação Arte

A chuva, a greve dos ônibus, os atropelos costumeiros de última hora, mas até que rolou num foi? a apresentação foi diferente, solta, aquele povo todo passando, foi muito legal. A Estação Central é linda e tem um espaço bem adequado para esse tipo de evento. Foi inusitado e foi massa.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Dizalenda que temos apresentações raras...

Na verdade, temos apresentações raras.
Contudo, não há arrogância nessa raridade.
Estamos onde deveríamos estar, atrasados para o comércio, adiantados para a inércia, contidos em nós mesmos, porém em expansão etérea.
Entrem em nossas bolhas, voem conosco.

Dia 27, sexta, 17h, Estação Central do Metrô do Recife.
Música e poesia.
Dizalenda.

terça-feira, 3 de junho de 2008